A indiferença é a vingança do amor reprimido...
Dadá Black
Ana Bela Borboleta (parte 2)
Ana Bela perdeu de vista a quem seguia, não por ter perdido a atenção, mas porque ela se confundira em meio a tantos pares de asas borboleteais. Indo e vindo, em direções complementares as borboletas voavam acima das flores. Rosas, amarelas, brancas, azuis. A garota não sabia se surpreendia com a imensidão do pomar floral, ou das diversidades de cores que permeava. Ana Bela se recostou a um pequeno barranco próximo e começou a observar o que acontecia naquele lugar.
Quase que dava pra confundir as asas com as pétalas, de cores variadas e aspecto macio, as flores chegavam a balançar pela brisa que produzia o bater das asas das borboletas. Elas não eram como as do seu jardim, suas cores lhes tamanha vida, que ela tinha impressão que a qualquer momento poderia ver flores caminhando pelo pomar. Ana logo percebeu que quando as borboletas se aproximavam do rejunto de pétalas elas levavam algo que brotava ao meio delas. Olhou um pouco mais e se espantou quando viu letras serem carregadas.
O sol já se preparava para despedida há algum tempo, ao olhar o céu podia-se ver o dégradé que formavam as cores do azul, para o rosa, para o laranja, até o amarelo. Mas nem a estrela, nem as cores se moviam, neste pomar era sempre pôr-do-sol. Fechava os olhos e era pacificador o som de muitas asas a bater, meditando neste som Ana Bela decidiu seguir para descoberta e ver onde se destinaria aquelas letras. Atravessando o pomar e seguindo o caminho das voadoras, que destacavam a visão por estarem na mesma direção, subindo uma elevação e ao chegar ao pico, Ana que achava que nada mais a surpreenderia, teve a visão de um novo pomar. Em vez de pétalas, após o caule haviam livros com folhas em branco, onde eram depositadas as letras e agrupavam-se palavras. Outras borboletas recolhiam as folhas e lançavam a uma montanha de outras como elas. Eram livros que estavam sendo criados.
nós.comDeus
Quem sente o desejar, até chegar o cumprir
Nem idéias, nem imaginações, conseguem conceber o realizar divino
Perfeição em Suas mãos, marcadas por nossa dor
Para nossa felicidade nos fez seu amor, nosso amor, eu – seu amor
Do futuro o que fazer

Foram tantos os momentos. Foi tanta a vida vivida, que fico perdida do futuro a saber. Tantas as decisões tomadas, rumos contrários e adversos, que me transformaram em quem hoje eu sou. E fico a pensar: o que mais vem pela frente? “A vida não pára”. Será que agora estou preparada para construir, ou ainda tenho que me construir? Quem hoje sou vai ser, ou a transformação ainda andará a meu paralelo?
Foram tantas pessoas, algumas que nenhuma notícia tenho mais, mas que deixaram marcas, não só em momentos, mas eternizadas em meu caráter. Especiais todas elas foram, até as que trouxeram ares desagradáveis, mas novamente penso: sem elas eu não seria quem hoje sou.
A vida surpreende e a surpresa é a vida. Olho para os lados e imagino se os que comigo estão permanecerão. Ando meus passos e penso quais caminhos mais eles percorrerão. Como saber? Não há como. Como descansar? Confiar. O meu futuro a Deus pertencerá.
Versos de um olhar (2)
Quando olhas para mim
Contorna o molejo de se a-chegar
Vejo o que sentes em ti
Esconderijo solto pelo ar
Nos teus passos me descompasso
Na tua nota desafino
Por me conter em teu braço
Logo acordo aturdindo
Uma aliança que não se quebra
Não se enxerga o seu começo
Cumpre a volta que se espera
O seu fim não reconheço
Que valor tem?
Que valor tem
alguém
Que se admite competir
Por um amor, uma paixão
Que valor tem
alguém
Que aceita negociar
O valor de sua emoção
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