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August Rush - Som do Coração


Nesta semana aceitei o conselho de um amigo e assisti ao filme de título brasileiro Som do Coração. Fiquei impressionada e não me contenho em dizer que foi um dos melhores filmes que ja pude ver, estou até agora extasiada com ele.

Fugindo dos cansativos suspenses policiais e dos clichês românticos, o filme concentra-se na consequência do encontro de duas pessoas e em suas decisões. Eu poderia fazer uma sinopse do filme, ou comentários sobre as atuações, mas resolvi neste momento falar sobre o que o filme fala para mim.

Em principio o filme me mostra sobre o poder das decisões, são elas que movem nossas vidas e muitas vezes até mesmo decisões de pessoas que não conhecemos e nunca vamos conhecer nos tranformam. O casal principal, os pais de August se encontravam perdidos em suas decisões e a atitude mais certa e duvidosa que tiveram quando se encontraram trouxe à formação a vida de uma criança, e novamente esbarrando na tal de decisão, agora do pai de Lyla (mãe de August) que entrega o bebê ao orfanato, transformando a vida de pais e filho. Me emociona intensamente ver a fé que ao crescer August teve na música, seu dom, e no poder que isto lhe dava para encontrar seus pais. A certeza de que era querido e o estavam esperando, a fé. Fé na vida, fé no mundo... fé na música. e a tedência para talentos, são hereditários, já que os pais do garoto são musicos e ele desenvolve-se nesta área como um prodígio.

Enfim, é um filme que de tão mágico poderia ter acontecido em Nárnia, sua trilha sonora nos envolve em emoções como n'A Missão e nos fazem querer assistir pelo menos mais vezes do que vimos Titanic. [risos]i

Recordar e esquecer



Se eu me lembro de você, certamente também se lembras de mim. Mas onde estarei para me recordares? Talvez em sua boca, ao proferir palavras e no meio delas estaria o meu nome ou ao sentir novamente o doce repentino beijo que ao fechar os olhos podes reviver com suas emoções e indagações. Estaria eu então em seus olhos? Que por vezes me acompanhavam secretamente e transmitiam palavras que sua boca sentia-se impossibilitada de proferir e que em efeito se embaralhavam na mente entre encontros e desencontros. Logo, é certo que estaria na sua mente, onde vagam as lembranças procurando um porto aonde ancorar. Por lá embarcaram momentos, palavras entendidas, olhares decifrados, emoções preservadas. E se houve sentimento, estaria eu no coração? Aquele que já foi chamado de centro de todas as motivações humanas, pois suas batidas contabilizam o nível de afeto, e ele disparou muitas vezes enquanto pulsava junto ao meu. Mas se ainda aí não estiver, me satisfaço em saber que estou em seu esquecimento, na rotina hoje não presente, mas as lembranças testificam que existi.
O amor é racional, quem perde a cabeça é a paixão.