Páginas

Guardando a vida.



Hoje enquanto arrumava meu guarda-roupa ordenava não só roupas, mas pensamentos que estavam desorganizados. Selecionei também roupas que não cabiam ou simplesmente não gostava mais, retirei sentimentos que guardava e que não me traziam benefício ou apenas não eram bem recebidos, não os mereciam. Determinei novos lugares para alguns dos objetos, novas atitudes em meio ao cotidiano. Não coloquei nada de novo, apenas espero que continue organizado.

Primeira experiência de um Foca


Numa conversa cotidiana surge um convite de pauta, um evento interessante, tem seu valor-notícia. Mas existe uma grande barreira, a prova de português. E agora? A primeira prova do curso ou a oportunidade de uma boa matéria? Bem... decisão mais que difícil, dificílima. Pensando bem, me esforcei para entrar no curso e tenho que prezar por bem executá-lo, surgirão novas oportunidades e novas pautas. Vamos à prova! O quê? Não vai ter prova? A professora mandou avisar que está doente? Opa... (Sem comemoração em respeito à enfermidade da profª.) Vamos ao evento! Onde é mesmo? Perto de algum lugar por ali, ah, já sei então! O ônibus não passa, lá vem uma van, lotada, mas vamo simbora. Aproveitarei este tempo para preparar a pauta: O que perguntar, a quem perguntar, o que observar, como anotar... Será que vou saber fazer isto? Quase chegando! Motorista sabe onde é? Não. Cobrador? Não. Ta ok, primeira missão: descobrir o local. Pergunta daqui, pergunta dali e depois de uma considerável caminhada, enfim o achei. Próxima missão: encontrar o contato e saber se tenho permissão para cobrir o evento. Um alvoroço tremendo no local, evento festivo. Contato localizado, permissões concedidas, tratamento vip. Meu Deus o que estou fazendo aqui? Me tratam como uma jornalista, sou apenas um foca!! Se já estou aqui, borá trabalhar. Cobertura de fotos, depoimentos de participantes, entrevista com a gerente da instituição. Apuração feita, é hora de ir pra casa e colocar tudo no papel, quer dizer, na tela. Na volta o primeiro sentimento de trabalho realizado, sem maiores descrições, apenas uma observação: é muito bom! Cheguei em casa. Um breve descanso e mais trabalho. Mais de 3h horas em frente ao computador, pesquisa de opiniões sobre o texto e escolha de fotos, são as ultimas ações do dia junto à matéria. Na tarde seguinte, revisão de texto e seleção de fotos para a galeria. A matéria vai ser publicada. O resultado final? Ainda estou esperando.

August Rush - Som do Coração


Nesta semana aceitei o conselho de um amigo e assisti ao filme de título brasileiro Som do Coração. Fiquei impressionada e não me contenho em dizer que foi um dos melhores filmes que ja pude ver, estou até agora extasiada com ele.

Fugindo dos cansativos suspenses policiais e dos clichês românticos, o filme concentra-se na consequência do encontro de duas pessoas e em suas decisões. Eu poderia fazer uma sinopse do filme, ou comentários sobre as atuações, mas resolvi neste momento falar sobre o que o filme fala para mim.

Em principio o filme me mostra sobre o poder das decisões, são elas que movem nossas vidas e muitas vezes até mesmo decisões de pessoas que não conhecemos e nunca vamos conhecer nos tranformam. O casal principal, os pais de August se encontravam perdidos em suas decisões e a atitude mais certa e duvidosa que tiveram quando se encontraram trouxe à formação a vida de uma criança, e novamente esbarrando na tal de decisão, agora do pai de Lyla (mãe de August) que entrega o bebê ao orfanato, transformando a vida de pais e filho. Me emociona intensamente ver a fé que ao crescer August teve na música, seu dom, e no poder que isto lhe dava para encontrar seus pais. A certeza de que era querido e o estavam esperando, a fé. Fé na vida, fé no mundo... fé na música. e a tedência para talentos, são hereditários, já que os pais do garoto são musicos e ele desenvolve-se nesta área como um prodígio.

Enfim, é um filme que de tão mágico poderia ter acontecido em Nárnia, sua trilha sonora nos envolve em emoções como n'A Missão e nos fazem querer assistir pelo menos mais vezes do que vimos Titanic. [risos]i

Recordar e esquecer



Se eu me lembro de você, certamente também se lembras de mim. Mas onde estarei para me recordares? Talvez em sua boca, ao proferir palavras e no meio delas estaria o meu nome ou ao sentir novamente o doce repentino beijo que ao fechar os olhos podes reviver com suas emoções e indagações. Estaria eu então em seus olhos? Que por vezes me acompanhavam secretamente e transmitiam palavras que sua boca sentia-se impossibilitada de proferir e que em efeito se embaralhavam na mente entre encontros e desencontros. Logo, é certo que estaria na sua mente, onde vagam as lembranças procurando um porto aonde ancorar. Por lá embarcaram momentos, palavras entendidas, olhares decifrados, emoções preservadas. E se houve sentimento, estaria eu no coração? Aquele que já foi chamado de centro de todas as motivações humanas, pois suas batidas contabilizam o nível de afeto, e ele disparou muitas vezes enquanto pulsava junto ao meu. Mas se ainda aí não estiver, me satisfaço em saber que estou em seu esquecimento, na rotina hoje não presente, mas as lembranças testificam que existi.
O amor é racional, quem perde a cabeça é a paixão.